21/10/2004 19:27
Equação
Ventre tocado por uma alma. Poesia em fração de segundo recitada. A volúpia delineada seduz as pupilas dilatadas e levemente cansadas. O hálito quente, cheiroso, fórmidável. Os pezinhos perfeitos, lindos, de dedos semi-compridos e de odor agradável, estimulam os fetiches e pecados sociais. A boca procura sedenta pelo bico rosado e com olhos fechados saboreia inocentemente apenas no aspecto.
Enxugando o rosto, óleo e suor, cheiro forte, primitivo... Uma gilete desliza na pele, absurdo é o belo desenho. Observa e se esforça para evitar aproximação. Pedidos aceitos, o espetáculo é assistido de perto, sem interrupções. Os dedos com maestria passeiam alterando a velocidade e em determinados pontos assumem dupla função. Com a inevitável nula distância, a língua passeia pelo salto negro e as madeixas são puxadas com força. Peça íntima na altura dos joelhos, o rosto sente o calor e ouve sons agradáveis. Transforma-se em uno. Seja bem vinda...
enviada por D.Angelis
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