���������������� O QUE DER

���� NA TELHA

31/10/2004 11:58

Magnitude

Lágrimas escorrem em abundância e desleixo deixando a respiração ofegante, demonstrando a submissão eminente. Muros desabando e defesas em caos. Desordem dos sentimentos que, fora de ordem, podem trocar de função e atingir o que deveriam preservar. A trilha sonora faz deboche e as notas musicais dançam saltitantes dando um tom de surrealismo. Pequena sensação de angústia de pálpebras abertas provoca conforto. Ao espetar a mão nos espinhos de uma rosa é que se percebe a verdadeira beleza. Se revela como a vida é: imperfeita, apesar da sua magnitude. Uma gota de lágrima cai exatamente em cima da de sangue, numa mistura quase perfeita de energia. Troca-se a exatidão das cores num fluxo belo e desordenado. Parece ciança aprendendo a andar. O olhar abstrato e curioso de uma pequena vida é o mais eficaz para interpretar a nuança dos sentidos. Não se compromete em buscar uma resposta, é apenas uma visão despretensiosa em que a sensação de agrado ou não indicará o nível de proximidade.

enviada por D.Angelis






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